Palmares
Palmares é outro dos campos de golfe um pouco esquecidos em Portugal.
Não se entende porquê: a situação do campo não poderia ser melhor do ponto de vista paisagístico, com a baía de Lagos praticamente visível de todos os buracos e do Clubhouse. Lagos, a lindíssima cidade algarvia, um dos lugares mais agradáveis de todo o país, com as suas ruas apenas para peões, muitos lugares de cultura para visitar e bons restaurantes onde o inigualável peixe cozinhado à boa maneira portuguesa está sempre presente, pressupunha que Palmares fosse um lugar a não perder. Claro que só os entendidos o não perdem e dele fazem um campo obrigatório nas suas deslocações ao Algarve.
Frank Pennink, o arquitecto inglês que já havia desenhado The Old Course (ex - Vilamoura1), o Pinhal Golf Course (ex - Vilamoura 2) e a Aroeira, fazia aqui, em 1976, mais um trabalho que se pode considerar inovador.
Pennink desenhou um campo híbrido, com cinco buracos junto à praia - um links - e os restantes na montanha, rodeados de amendoeiras e alfarrobeiras.
Na zona de links, o melhor buraco é sem dúvida o 5, um par 5 de 550 metros, um dos maiores de campos portugueses, daqueles em que parece que o «green» nunca mais chega. Logo a seguir o 6, par 4 com dogleg pronunciado para a direita, fazendo crer que o green é perfeitamente atingível com um bom drive e não raro, motivo para muitas imprecações.
O buraco número 12, par 4 de 400 metros, é outro excelente buraco, convidando os long hitters a alcançarem o green com duas pancadas. Mais à frente o par 5 número 17, curto, mas muito cénico, com a baia de Lagos ao fundo e o 18, um par 4 a subir, com um green em dois níveis e a protecção de um grande bunker do lado esquerdo; estes são dois bons buracos, para terminar.
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